
Tudo começa com um laser tímido, desses que cabem no bolso e brilham vermelho como farol de bicicleta. Apontado para um velho CD, ele faz algo inesperado: espalha sua luz em padrões simétricos, como um balé geométrico no papel branco da parede. Não é bruxaria. É interferência. É a luz mostrando que, por trás do brilho, carrega ondas que se sobrepõem, se somam, se apagam — como vozes afinadas em um coral cósmico. Cada trilha minúscula no CD age como uma fenda, como uma partitura invisível, guiando a luz em seu espetáculo.

Young já havia descoberto isso dois séculos antes, com duas fendas feitas à mão e um feixe de sol atravessando a sombra. Mas ver isso acontecer no reflexo de um disco é como reencontrar a ciência em casa — no fundo da gaveta, entre os álbuns esquecidos. Porque às vezes, para entender a dualidade da luz, não é preciso mais do que um feixe vermelho e um coração curioso. O universo cuida do resto.
Demonstrar o fenômeno da interferência de luz usando um laser e um CD ou DVD, reforçando o conceito de que a luz se comporta como onda ao passar por estruturas periódicas.