
Não era uma lata qualquer, dessas de goiabada ou tinta velha que se guarda por mania de guardar. Era uma lata pintada de preto por dentro, escura como o fundo do universo. Ao lado dela, outra — brilhando por dentro, feita para refletir o que entrasse. O curioso é que as duas recebiam o mesmo calor. A mesma fonte, a mesma energia. Mas, quando a luz se apagava e só restava o breu do laboratório improvisado na sala de aula, algo mágico acontecia: a lata preta brilhava como se guardasse um segredo antigo, enquanto a outra parecia tímida, escondida atrás do seu espelho interior.

Foi assim, por acaso — como quase tudo de grande na ciência — que Max Planck tropeçou numa contradição. A física clássica dizia uma coisa, mas o mundo real parecia contar outra história. Para salvar a teoria, ele precisou inventar uma ideia absurda: e se a energia não fosse contínua, mas viesse em pequenos pacotes? Como se o universo usasse moedas e não notas para pagar suas contas. Nascia ali a física quântica. E o resto... bom, o resto é luz.
Demonstrar o conceito de radiação de corpo negro e a importância da quantização da energia proposta por Max Planck. Estimular nos estudantes a observação da relação entre temperatura e emissão de radiação.