
João vestia um cartaz no peito com a inscrição 0 . Caminhava no pátio da escola até que, de repente, passou por uma porta invisível e saiu de lá transformado em 1 .Ninguém entendeu muito bem, mas ele seguia sorrindo. Atrás dele vinha Maria, que entrou diferente: em vez de 0 ou 1, virou +, como quem guarda um segredo entre dois extremos. E quando João e Maria se deram as mãos, viraram uma dupla emaranhada, conectados por algo maior do que a matemática poderia dizer.

As portas quânticas são assim. Têm nomes esquisitos — Hadamard, CNOT, X — mas agem como mágica. Trocam os estados, criam superposições, entrelaçam qubits. E o mais incrível? Tudo isso pode ser representado com alunos, fita adesiva e um pouco de imaginação. O que parece teatro é, na verdade, ciência. O que parece brincadeira é cálculo em movimento. Porque às vezes, para entender o invisível, é preciso caminhar com ele.
Demonstrar, por meio de representação corporal e simbólica, o funcionamento das portas lógicas quânticas fundamentais (X, Hadamard e CNOT), facilitando a visualização de como qubits são manipulados em algoritmos quânticos.